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domingo, 20 de outubro de 2013

A essência de ser calour@




Passar no vestibular é um momento único. Experimentar o êxtase de encontrar o seu nome na lista de aprovados após anos de preparo é como alcançar o topo do Monte Everest - a vista do alto é linda, mas nada se compara com a escalada. Overdose de felicidade, um turbilhão de sensações ocupam o seu corpo ao mesmo tempo. Pulos, gritos, abraços, muitos abraços, beijos, palavras carinhosas, discursos entusiasmados e cheios de orgulho. Depois desse momento especial, o dia tão esperado da matrícula chega e é hora de oficialmente pertencer a comunidade universitária. É a sua vez de ser calouro.

É altamente prazerosa a sensação de se estar fazendo ou experimentando algo pela primeira vez. Melhor ainda quando se trata de um sonho se tornando realidade. Claro, isso tudo quando se está no lugar desejado e com pessoas legais. Com gente que sabe respeitar você e os seus limites. Ser calouro pode significar estar na base da pirâmide do poder para alguns, mas quando o semestre passa a gente percebe que se trata muito mais do que uma posição. A calourice é um estado de espírito e feliz o veterano que ainda o preserva.

Ser calouro é ter a calourice estampada na cara. Isso mesmo, feito um cartaz de boas-vindas em uma festa onde todo mundo conhece todo mundo, menos você. É percorrer o campus todo no primeiro dia de aula perguntando a cada pessoa que encontra por metro quadrado onde fica a sua sala e por mais precisas orientações que te deem, ainda assim conseguir se perder. É não achar exagero se tivessem te entregado um mapa e um Guia de Calouro no dia da matrícula - mas olhe, quando se tem veteranos amigos coisa parecida costuma acontecer. É ter vontade de sorrir para toda pessoa que encontra enquanto anda sozinho pelo corredor sem fazer a mínima ideia de quem seja. Mas é também ficar inseguro e nem sempre se sentir à vontade ou livre o bastante para ser você mesmo.

Ser calouro é estar ansioso para conhecer cada colega, cada professor, cada disciplina, cada sala, cada cantinho do campus e cada nova informação a ser dada no curso. É desejar estar junto com a galera da turma e acordar animado por ser segunda-feira. É, mais uma vez, se preocupar se vão gostar de você e mesmo batendo a saudade do colégio, não sentir a mínima vontade de abrir mão dessa nova e desafiante fase em prol da antiga. Ser calouro é passar por uns perrengues, aguentar a fila quilométrica do restaurante universitário para comer por dois reais e cinquenta e esperar pacientemente os colegas xerocarem mil páginas enquanto tudo o que você quer é uma cópia da apostila para a próxima semana - semana. É estudar cantarolando porque é bom demais aprender sobre o que você gosta e se identifica. É ser zoado pelos veteranos, bombardeá-los de perguntas e vê-los como padrinhos mágicos. Ser calouro é estar disposto a participar de todos os eventos que te convidam e ser convidado para todos os eventos porque calouro é público certo. É querer aprender mais e mais e se engajar nas lutas e discussões. É ser abordada pelos corredores assim, com um "e aí, caloura?" e, ainda que negue, no fundo achar isso tão legal.

Quem viveu seu momento de calourice sabe como é memorável esse primeiro contato com o mundo universitário. Como eu e minha turma ouvimos em nossa primeira semana na faculdade, conselho de veteranos, uma lição deve ser levada até o final do curso: nunca perca a essência de ser caloura. Porque ser calouro é ser incansável, estar animado, disposto, curioso. É saber que, à sua calourice, você é especial.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Voltei, em um novo capítulo...




Depois de meses distante do blog, aqui estou novamente. Voltei. Em minha última postagem escrevi que estava entrando em uma nova rotina e voltaria depois para contar mais detalhes depois. Essa nova rotina exigiu um maior tempo e dedicação minhas. O blog acabou ficando em segundo plano porque não tive oportunidade de dispensar a atenção desejada a ele. Me fazia falta estar aqui. Pensei, pensei e então planejei voltar nas minhas férias.

Nesse tempo distante, senti falta daqui. De cuidar do blog, escrever textos para ele, fazer planos e planejamentos. De experimentar a energia boa que vem acompanhada de cada nova visualização e poder ler alguns comentários. De nele poder expressar uma das coisas que mais gosto de fazer e que para mim faz um bem danado, me faz feliz. Mas não me arrependo. Esses meses distante foram simplesmente maravilhosos. A vida universitária se iniciou para mim em um curso, uma área do conhecimento e uma futura profissão em que eu posso ser tudo o que eu sempre quis, caricatura dos meus sonhos - a psicologia <3

O FV precisa ser um espaço em que eu não esteja presa por obrigação, mas que eu sempre retorne por livre e espontânea vontade e disponibilidade. Isso não significa falta de esforço ou dedicação, mas, como disse acima, prioridades. Volto porque gosto. Dias sim, dias não; nos fins de semana ou só uma vez na semana. Já me questionei, nesse meio tempo mesmo, se era válido continuar com o blog. Se eu não deveria usá-lo de outra forma, canalizar minha energia em outra atividade. Mas quando a gente sente que vale à pena, acaba se deixando guiar pelo impulso de continuar. É por isso que voltei.

Pois bem. Com tantas semanas distante, tenho muita coisa para contar, escrever e planos para ir colocando em prática aos poucos por aqui. Serão somados ao blog novos conteúdos e categorias.

Se aproximem, não sejam tímidos. Vou vibrar com cada nova visualização!

Agora eu quero saber: Quem vai voltar a acompanhar o blog e está ansiosa(o) para as próximas postagens?

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